Guia prático para otimizar as compras com o vale-alimentação

Da lista do supermercado ao momento de armazenar os alimentos, pequenas mudanças na rotina evitam o desperdício e trazem mais variedade para o prato

Como fazer o vale-alimentação render o mês inteiro

No começo do mês, o vale-alimentação está disponível e a lista de compras parece simples: arroz, feijão, carnes, frutas, verduras, legumes e alguns itens para variar as refeições. Algumas semanas depois, porém, a conta muda. Uma parte dos alimentos já acabou, outra está perto do vencimento e aquela verdura que parecia uma boa escolha na feira começa a perder o ponto dentro da geladeira.

É aí que o planejamento faz a diferença. Escolher alimentos com diferentes tempos de conservação, saber o que deve ir para a geladeira e o que pode ficar na despensa e separar algumas porções para o congelador ajudam a aproveitar melhor o que foi comprado e manter variedade nas refeições ao longo do mês.

No Dia Mundial da Alimentação, celebrado em 16 de outubro, essa rotina ganha uma reflexão importante sobre acesso a alimentos seguros e nutritivos, alimentação adequada e redução do desperdício.

Vale-alimentação começa antes de chegar ao supermercado

Antes de sair para as compras, vale abrir a despensa, olhar a geladeira e conferir o congelador. O feijão ainda está pela metade? Há carne suficiente para a próxima semana? As frutas acabaram? Tem algum alimento aberto que precisa entrar no cardápio primeiro? Essas perguntas simples ajudam a evitar compras repetidas e mostram onde o vale-alimentação realmente precisa ser usado.

Também vale pensar no tempo que cada alimento pode permanecer em boas condições. Arroz, feijão, lentilha, macarrão, aveia, farinhas e outros grãos e cereais conseguem ficar por mais tempo na despensa quando armazenados corretamente. Raízes e alguns legumes também permitem um planejamento maior.

Já folhas, frutas maduras e alimentos vendidos cortados precisam de um consumo mais rápido. Comprar uma quantidade grande de produtos que estragam em poucos dias pode parecer vantajoso no momento da compra, mas perde sentido quando parte deles não chega a ser consumida.

Uma estratégia simples é dividir as compras ao longo do mês para garantir os alimentos mais duráveis no início e repor os perecíveis conforme forem acabando.

Como conservar frutas, verduras e legumes

Chegar do supermercado e guardar tudo de qualquer jeito pode encurtar a vida útil de alguns alimentos. Frutas, verduras e legumes têm necessidades diferentes de temperatura, umidade e ventilação, então vale conhecer algumas regras antes de colocar as compras na geladeira. 

Folhas, morangos e outras frutas mais delicadas costumam exigir refrigeração para preservar a qualidade por mais tempo. Já alimentos como banana, abacate, tomate e algumas raízes podem permanecer fora da geladeira, desde que estejam em local fresco, seco e protegido do sol, observando as orientações específicas de cada alimento.

Um cuidado importante é não lavar automaticamente tudo antes de guardar. A Embrapa explica que determinadas hortaliças não devem ser lavadas antes da refrigeração, já que a umidade pode favorecer a deterioração. Morango, quiabo e abobrinha estão entre os exemplos citados pela instituição.

Quando a lavagem for recomendada antes do armazenamento, o alimento deve ser bem seco antes de ser guardado. As folhas também precisam de atenção especial, porque podem perder água e murchar rapidamente.

A despensa também ajuda o vale-alimentação a render

Aquele pacote de arroz aberto há algumas semanas pode continuar em boas condições desde que esteja dentro do prazo de validade, com a embalagem ou o recipiente íntegro e armazenado em local seco, fresco e protegido de umidade, calor e insetos. O mesmo vale para feijão, lentilha, farinha, aveia e outros alimentos secos.

Depois de abrir uma embalagem, guardar o produto em um recipiente hermético facilita a conservação e ainda deixa a despensa mais organizada. Outra dica é colocar os produtos comprados primeiro na frente do armário e os mais novos atrás. Assim, fica mais fácil consumir primeiro aquilo que já estava em casa.

Essa organização também ajuda na próxima ida ao supermercado. Antes de colocar outro pacote no carrinho, você consegue enxergar o que ainda tem e comprar somente o que realmente precisa.

Congele para ganhar tempo e variedade

Tem semana em que sobra pouco tempo para cozinhar. Se o feijão já está pronto no congelador, o molho está porcionado e algumas proteínas foram separadas antes, preparar uma refeição fica bem mais simples.

Feijão, molhos, caldos, carnes preparadas e algumas refeições completas podem ser divididos em porções. Carnes e outras proteínas cruas também podem ser congeladas em porções individuais ou familiares, de acordo com a quantidade que será usada em cada refeição. A Embrapa recomenda dividir carnes em porções adequadas ao consumo, evitando congelar peças muito grandes. 

O segredo está em congelar porções que façam sentido para a rotina. Se você mora sozinho, por exemplo, pode separar quantidades menores para evitar descongelar mais comida do que vai consumir. Para uma família, porções maiores podem fazer mais sentido.

Na hora de descongelar, o cuidado continua. A Anvisa recomenda o descongelamento sob refrigeração, abaixo de 5 °C, ou no micro-ondas quando o alimento for levado imediatamente ao cozimento. Deixar carnes e outras preparações sobre a pia para descongelar não é recomendado.

Conservas ajudam, mas exigem cuidado

Encontrou legumes em promoção e sabe que não vai consumir tudo nos próximos dias? As conservas podem ser uma alternativa para prolongar a vida útil de alguns alimentos e trazer variedade para as refeições. 

Contudo, as conservas caseiras precisam seguir procedimentos adequados de higiene, preparo, acidificação e armazenamento. O Ministério da Saúde alerta para o risco de botulismo associado a conservas vegetais artesanais produzidas ou armazenadas de maneira inadequada. 

Se você não conhece os procedimentos adequados para preparar conservas com segurança, a opção mais simples é escolher produtos industrializados, verificar o prazo de validade e seguir as orientações da embalagem. 

Também é importante descartar conservas com embalagens estufadas ou danificadas e produtos que apresentem alterações de aparência ou odor.

Menos desperdício, mais variedade no mês

Fazer o vale-alimentação render não significa comprar sempre os produtos mais baratos ou encher o carrinho de uma vez, mas sim entender o que a casa consome, combinar alimentos de diferentes durabilidades e guardar cada um da maneira adequada.

Essa lógica também conversa com o propósito do Dia Mundial da Alimentação, celebrado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (Food and Agriculture Organization — FAO, na sigla em inglês) em 16 de outubro, que chama atenção para a importância de uma alimentação adequada, segura e nutritiva e para a necessidade de reduzir perdas e desperdícios. 

Para as empresas, oferecer alimentação ao trabalhador é contribuir para uma rotina que envolve escolhas, compras e refeições. O Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) faz parte desse contexto ao buscar melhorar as condições alimentares e nutricionais dos trabalhadores. 

Para quem recebe o vale-alimentação, planejar as compras ajuda a distribuir o benefício ao longo do mês e aproveitar melhor os alimentos adquiridos. 

A Alelo acompanha as suas escolhas

O vale-alimentação está presente em escolhas que acontecem todos os dias, desde a ida ao supermercado até a refeição preparada depois de um dia de trabalho.

Planejar as compras, organizar a despensa e conservar os alimentos corretamente ajuda a aproveitar melhor o benefício e a transformar as escolhas do supermercado em refeições para o mês todo.

A Alelo faz parte dessa rotina, acompanhando momentos que começam na escolha dos alimentos e chegam à mesa. Aproveite melhor seu vale-alimentação e encontre novas formas de deixar as compras mais práticas, variadas e sem desperdício.

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